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sábado, 11 de agosto de 2012

#51 BALOGH, Mary - Um Verão Inesquecível


Sinopse: Kit Butler é um dos mais afamados solteirões de Londres, casar é a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth. Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará. O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas.

Opinião: É o segundo livro que leio da Mary Balogh e, apesar de ter gostado bastante de ambos, sobretudo do facto de ambos os protagonistas do Uma Noite de Amor e o protagonista masculino deste último terem lutado na Guerra Peninsular, aqui no nosso Portugal. Por um lado fiquei deleitada com essa menção, por outro tive pena de não haver qualquer referência a uma batalha histórica, a um General, a um local em específico. A autora não aprofundou muito isso, nem sequer para introduzir um bocadinho que fosse da história do meu país ao mundo, já que o escolheu por duas vezes como cenário de eventos importantes. Por outro gosto do cuidado com o enredo que a autora demonstra, assim como a profundidade tridimensional das suas personagens. Também não recai em cliclés e estrutura muito bem os acontecimentos. Só lamentei o facto de a linha condutora do Um Verão Inesquecível ser tão semelhante ao do primeiro livro editado cá, que pertence à mesma série. Isto é, uma mulher é deixada por outra. Uma amizade de infância é ultrapassada por alguém que surge agora, e essa outra é uma desgraçada infeliz. No final do primeiro livro, a desgraçada é a Lauren. Neste a Lauren é a sortuda e a Freyja a infeliz – sim, haverá no futuro um livro sobre a Freyja. Também o Kit, à semelhança do Neville, combateu os franceses em Portugal. Os cenários são, por vezes, os mesmos, com os dois casais tendo vivido situações semelhantes na mesma cabana no rio de Newsburry Abbey (será assim que se escreve?) a propriedade do Neville Killbourne, o protagonista do primeiro livro.

No geral é romântico, bem estruturado, as personagens são inteligentes e voláteis – humanas – sólidas, bem-dispostas. As personagens secundárias são deliciosas! Vale a pena dedicar-lhe umas horinhas.
Classificação: 4****

quarta-feira, 2 de maio de 2012

#29, BALOGH, Mary - Uma Noite de Amor

Sinopse: " Numa manhã perfeita de Maio… Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso… apesar do abismo que agora os separa. Até que Lily fala com franqueza… E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de… Uma noite de amor."


Opinião: Lily Doyle foi criada pelo exército inglês que ajudou Portugal a ver-se livre dos franceses. A história captou o meu interesse porque sou portuguesa e porque, pela primeira vez, um dos romances que tanto adoro era passado em parte aqui. Neville, Conde de Kilbourne, escolheu ser um soldado a fim de contrariar a vontade do pai. Mas não se enganem: nenhuma destas duas personagens se insere num lugar-comum. São ambos bastante humanos e complexos. Conforme o pai de Lily morre no campo de guerra, Neville jura casar-se com Lily e protegê-la, mas falha e ela é baleada. Conforme também ele é ferido e levado para Lisboa, é levado a querer que ela morreu. Mais de um ano depois ela surge em Inglaterra, no dia em que ele sobe ao altar com uma prima a fim de o lembrar do seu voto...

Não posso atribuir um 5 a este livro, somente porque na segunda parte a senhora Balogh lembrou-se de criar um segundo enredo, uma espécie de mistério em torno da identidade da Lily. Até aí, a beleza do livro residia precisamente no facto de que a Lily não pertencia ao mundo do Conde, mas ele tinha feito uma promessa de a amar abertamente, independentemente desse pormenor que os assombra desde o início. Entretive-me bastante a ler este livro, apaixonei-me pelas personalidades das personagens principais, mas a meio odiei o facto de ele deslizar para centenas de outros livros que já li, sobre alguém a seguir a donzela e a actuar de modo suspeito e a conspirar para matar as personagens principais. Espero que ela não faça o mesmo com o One Summer to Remember, que é a continuação centrada noutros personagens e que espero que seja editado em Portugal também. Como comprei este livro em Fevereiro, e a sua primeira edição foi lançada agora em Portugal e o li em dois dias, provavelmente terei de esperar bastante até que saia o segundo...

De qualquer forma, é melhor do que muitos livros do género, com a óbvia excepção da Sherry Thomas, que é a rainha do género na minha opinião.
Classificação: 4****