Sinopse: Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino? Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy? Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.
Opinião: Não
foi um livro fácil. Li até à página 173 e passei outros
tantos à frente. Depois, metida num voo de 9h35, peguei-lhe de novo e li até à
página 400 compulsivamente. Quando digo “compulsivamente”, significa que é
pouco provável que me esqueça das revelações que sugiram no livro durante esse
voo – o mais atribulado da minha vida (vida essa que analisei por entre
pequenas pausas desta leitura com o avião a chocalhar como louco). No voo de
regresso, mais nove horinhas e meia com uma escala interminável pelo meio, li o
que restava e fechei as cerca de 520 páginas daquele que é um dos livros mais
malucos que já li. Só consigo compará-lo – de modo vago, porque a outra
trilogia é bem melhor – à obra-prima do Stieg Larsson. Na trilogia Millennium a
Lisbeth Salander é a personagem que mais me fascinou no mundo da literatura até
hoje. Ombro a ombro com a Scarlett O'Hara do “E Tudo o Vento Levou”.
No “Em Parte
Incerta” temos duas pessoas em tudo comuns e, por estranho que pareça, muito familiares. O Nick (a ser
interpretado no cinema pelo Ben Affleck), fica atarantado com o desaparecimento
inesperado da sua esposa, Amy, na manhã em que comemoram o quinto aniversário
do seu casamento. Acompanhamos as suas reacções ao decorrer da investigação
intercaladas com o diário que Amy mantinha, onde ia denunciando as desilusões
com o casamento por entre as expectativas e a esperança que ia mantendo de que
as coisas se endireitassem.
Será
que Nick matou Amy? O que terá acontecido a Amy?
Então fica
impossível deixar de ler. Ninguém é bem quem diz ser. Ninguém é perfeito e são
todos muito humanos – homens que choram, referências a affairs e ao asco que isso causa a quem é traído em termos pouco
educados – traições, vinganças, o quotidiano de um casal contemporâneo e os
sucessivos desencantos e aspirações goradas, o desemprego, o isolamento –,
mentiras e uma personagem fascinante que arrepia de tão brilhantemente
distorcida.
Só não consigo
atribuir cinco ao livro porque detestei
o final. Penso que no filme, para o render mais cinematográfico, o mesmo seja
alterado para algo mais “definitivo”. De qualquer modo, é um livro que vai
demorar a deixar-me.
Para quem se
interessa por policiais, sociopatas e esquemas bem elaborados, está aqui uma
leitura bastante satisfatória.
Já tinha dissertado um pouco sobre o livro aqui.
Classificação: 4****
Já tinha dissertado um pouco sobre o livro aqui.
Classificação: 4****














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