domingo, 29 de novembro de 2015

#140 PEIXOTO, José Luís, Em Teu Ventre


Sinopse: «Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.» Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo. 

Opinião: Na realidade 2,5. Estou por dentro do assunto "Fátima", que leva anualmente 6 milhões de turistas à cidadezinha homónima. O autor foi muito <i>low profile</i>, acho evidente que se afastou de uma tomada de posição. Deixa a porta aberta para que quem acredita considere que é tudo verdade, e para que quem apenas considere tudo um negócio fique com a sua ideia. O que, na minha opinião, dá algum interesse ao livro é o retrato do Portugal rural (a imagem dos piolhos a serem catados e da extrema pobreza em que se vivia). Também o assunto "maternidade" tem laivos de beleza nesta obra, a mãe que ama mas precisa de punir,  mãe que condena mas que ainda assim protege a cria. De resto há inúmeras coisas por mencionar - onde está o aviso, de Maio de 1916, do suposto Anjo de Portugal? Onde está o Anjo a ensiná-los a rezar? E a Virgem a falar dos Mistérios? A Virgem a exigir (e não a "concordar") a construção de uma capela em sua honra? Onde estão os media que fotografaram as 70 mil pessoas que ali se reuniram a 13 de Outubro de 1917? O aviso de que, em breve, Jacinta e Francisco se reuniriam com a Nossa Senhora no Céu? A teoria de que apenas um dos dois irmãos viu a Virgem, enquanto outro apenas a ouviu, sendo que Lúcia viu e ouviu a Virgem? Na minha óptica, o livro apenas vem aprofundar o mistério, porque as fontes são tantas, e tão díspares... Falta que se escreva ainda um grande livro sobre o assunto.

Classificação: 2,5**/***

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Livros que gostava de ter tempo para ler...

Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem. Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia.
Um homem sofre desmesuradamente com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. Contudo, talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo - e constatar o quanto a sua vida se afastou dela - decide ajudar o vizinho a recuperar todas as memórias perdidas. Uma história inquietante sobre a memória e o que resta de nós quando a perdemos. Um romance comovente sobre o amor e o que este precisa de ser para merecer esse nome. «Viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias.»
«Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.» Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.
No século XVII, durante a Guerra da Restauração da independência de Portugal, soror Mariana Alcoforado apaixounou-se por um oficial francês. As cartas de amor que lhe escreveu transformaram-se num símbolo da literatura romântica universal. Trezentos anos depois, Alice, uma jornalista, revisita esta história e aprende com Mariana a vencer a tristeza de um amor perdido. "Mariana, Meu Amor" é um romance dentro de um romance, uma narrativa a duas vozes de duas mulheres corajosas que, através de vivências quase opostas, conseguiram desafiar o seu destino e alcançar a paz, sem negar os seus sentimentos mais profundos.

domingo, 8 de novembro de 2015

#139 MCNAUGHT, Judith, Perto do Paraíso

Sinopse: Lady Elizabeth Cameron, condessa de Havenhurst, tem apenas 17 anos quando conhece Ian Thornton, um enigmático homem de linhagem misteriosa e reputação sombria. Numa época em que a alta sociedade adora escândalos e valoriza títulos e dinheiro acima de tudo, Elizabeth e Ian cometem o erro de se apaixonarem.

Ian não sabe que a jovem pertence à nobreza e pede-a singelamente em casamento. Um momento de intimidade que é testemunhado por Robert, irmão de Elizabeth. Desdenhoso, Robert revela que a irmã já está prometida a outro homem, um aristocrata, como manda a tradição. Ian fica destroçado perante a ideia de ter sido um mero objeto para a sua amada. Também Elizabeth se sente traída, ao pensar que ele não passa, afinal, de um caçador de fortunas. Mas a sua reputação já está irremediavelmente manchada.Dois anos passam e os amantes voltam a encontrar-se. E mesmo após tanto tempo e tanta mágoa, os seus sentimentos revelam ser tão fortes como antes. Esta que promete ser uma segunda oportunidade para ambos será também o começo de uma dança de paixão e intriga, um caminho tortuoso desde os salões elegantes de Londres à beleza agreste das Terras Altas da Escócia… Um turbulento romance entre duas pessoas destinadas a ficar juntas, numa época em que o casamento nada tem a ver com amor.
Não é o meu favorito dela, definitivamente.
Classificação: 3,5 ***/**


Opinião: Fiquei muito decepcionada com este livro da Judith. Mas já previa… 600 páginas de um romance deste género, só podiam estar pejadas de repetições e de intriga fácil. Aquilo que a autora tem de melhor, face a todas as outras autoras do género, é o bom senso de que reveste as suas personagens. O modo como estas são sempre fiéis àquilo que sentem, mesmo quando há rumores a tentarem destruir a sua paz. É impossível não cair de joelhos pelo Ian, mas a Elizabeth é uma mosca morta. Primeiro, não gosto muito de histórias em que a protagonista é a mártir perfeita: uma carinha de anjo, complacência até mais não. É aborrecido reler centenas de vezes como é linda (mas inconsciente disso), como o luxuoso vestido lhe cai tão bem (e como ela o tentou recusar, por o achar “demais”), e como salvou o dia com a sua inteligência incomum. Claro que me ri várias vezes, sobretudo com as personagens secundárias. A criadagem da Elizabeth parece um decalque do Penrose da Alex, no livro anterior (Algo Maravilhoso), mas deu para rir quando punham purgante nas sanduíches e no chá dos convidados que desprezavam. A duquesa viúva, avó do Jason, volta a aparecer e também contribui para o divertimento do leitor. Fora isso temos Jake e Duncan, amigo e tio de Ian, respectivamente, e Lucinda, a acompanhante de Elizabeth, que também tem uma personalidade vincada. Os “vilões” são as amigas invejosaso tio avarento e ganancioso e o irmão despeitado. Se o ponto final tivesse acontecido na página 450, apesar de ser já um livro longo e que encerrava duas linhas de acção paralelas (quando se conheceram e quando se reencontram, quase dois anos depois), teria o tamanho certo. Mas a autora achou que ainda não tinham havido mal-entendidos suficientes e rouba o discernimento à mocinha. Põe-na a desconfiar do protagonista de uma maneira absurda e a cometer um acto irreflectido que eu jamais perdoaria a uma pessoa que julgasse que me amasse e que confiasse em mim. Mas enfim, disparates à parte, também os finais não variam: jardins, herdeiros e muitos risos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

#138 GOMES, Ivan Vera

Sai a 17 de Novembro 2015

Sinopse: Um livro que não olha a meios para mostrar o que somos, que nos culpa por isso, ao mesmo tempo que nos alimenta a esperança de podermos ser melhor do que aquilo que mostramos. É, nesse sentido, um livro redentor. Para quem o escreve, ao ver-se capaz de tamanha sensibilidade no meio dos monstros, e para quem o lê, quando, ao fim de um dia vulgar e baço, lhe dedicar a atenção e se concentrar nos melhores valores que um homem pode ter.

Opinião: Os livros do Ivan vão valer sempre pela viagem. Não é quando chegamos que importa, mas sim onde e como o autor nos leva até às catacumbas da sua consciência. A sua escrita será sempre visceral - como não, quando se vive e se sente? Nem todos os autores vivem de peito aberto e em ferida, por isso não esperem floreados nem eufemismos deste. O autor escreve como fala, as suas palavras saem impregnadas do seu ambiente, da sua infância, do seu círculo socio-económico, das suas vivências, amores e ódios. Não busquem eloquência a cada parágrafo, mas no todo ela está lá: os desabafos de um louco que desfruta ainda de alguns instantes de lucidez. Um homem em busca de si próprio nos meandros da noite, que ora se encontra ora de perde neste desfile de conhecidos, amigos do peito, amantes e amores impossíveis. 

Classificação: 5***** 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

#137 ROBERTS, Nora, Herança de Fogo

Sinopse: Herança de Fogo é a história de Maggie Concannon. Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho. Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil... ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro.


Opinião: Mais um livro da rainha do romance... Não li muitos dela, confesso, mas os que li foram todos iguais.
O primeiro que li foi o "Herança de Vergonha", por sinal o último desta trilogia. Depois li o do meio, da Brianna (Herança de Gelo), e por fim, anos depois, aborrecida de morte e incapaz de pegar num livro a sério, decidi obrigar-me a adquirir este volume em formato bolso e a lê-lo, apenas para terminar a trilogia. Também li uma trilogia sobre flores, "A Dália Azul", etc..., mas já estava muito aborrecida daquilo. Meto-a no saco dos autores com uma fórmula, e que a aplicam até à exaustão. Tudo bem, o leitor assim já sabe ao que vai... Mas não desenvolve. As falas são sempre parecidas, idem com as descrições, idem com os cenários, idem com a pessoa a cozinhar, os chás, as personalidades... Tem graça, é divertido, entretém, mas não são livros para se lerem de enfiada, agora este e a seguir outro dela, porque vai sempre dar ao mesmo. Também o final é sempre 100% garantido.
Este é a história da Maggie Concannon, curiosamente a irmã que eu achava menos interessante das três, porque surgiu sempre como a personagem secundária rabugenta das outras histórias. Porém, aqui, a Maggie revela a personalidade mais interessante de todas. Livre, decidida, uma artista compulsiva e uma mulher segura de si. Também tem o lado vulnerável, não se engana a si própria e é brutalmente honesta. Tudo isto é agradável de se ler, ri-me algumas vezes com algumas coisas que eles diziam. O Rogan foi, obviamente, feito como uma luva para ela… Também ele tem uma personalidade interessante. Mas a linha dos livros, sempre igual, sempre com eles a correrem atrás delas até à exaustão, sempre pacientes e amorosos, exaspera-me. E que dizer das metáforas? Já não aguentava tanta metáfora. “Fazia isto como x faz y”. “Estás para aí como um x a fazer y”, etc…
Enfim: light literature. É fácil para ela, fácil para o leitor. Não admira que esteja rica e venda tanto. Ela, o Nicholas Sparks, a Sveva Casatti Modignani, etc., etc…
É descobrir a galinha dos ovos de ouro e depená-la até ao degredo.
É pouco provável que volte a lê-la em breve, embora, de momento, me tenha sabido bem ler algo com esta leveza e, sobretudo, ambientado na Irlanda, que tanto amo.

Classificação: 3,5***/**

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

#136 TÓIBÍN, Colm, Brooklyn

Opinião: Nos últimos dias, embrenhei-me em duas histórias que me absorveram a alma, Longe da Multidão (o filme de 2015 inspirado no livro de Thomas Hardy), e North and South (a série da BBC de 2004, que de longe foi a história que mais mexeu comigo pela complexidade do retrato social e do carácter das personagens principais). Tomei também conhecimento de um filme a sair com a Saoirse Ronan, “Brooklyn”, que me pareceu igualmente interessante. Julguei que o livro abordasse os anos cinquenta numa perspectiva de retrato social. A emigração em larga escala de alguns países europeus para a América, as dificuldades e as realizações que daí adviessem. E, no campo do amor, a difícil escolha entre um italiano amoroso na sua vida nova, ou um irlandês tradicional no país que abandonou.

Aconteceram duas coisas inesperadas com este livro… A primeira é que o li de um sopro, também tem apenas cerca de 250 páginas, e ando numa fase pouco produtiva de leitura. A segunda é que detestei a personagem principal e a condução geral que o autor fez do livro. Nunca se sabe o que a Eilis pensa ou quer, a criatura é completamente frívola e passiva ao ponto da exasperação. Perdi a conta às vezes que recorreu à procrastinação para evitar confrontos ou que surgiu a frase “pensou em dizer x, mas o melhor era ficar calada”. Tudo se decide ao seu redor sem que ela tenha qualquer parecer nisso: dança com quem a convida, beija quem tenta beijá-la, aceita convites que depois declara não querer ter aceitado, muda de país sem o querer, regressa a casa para lidar com uma mãe que já não compreende, debate-se com o dilema de ficar em casa com a mãe que a chamou ou regressar a Brooklyn, onde começara uma nova vida. Nenhuma decisão é baseada no que quer, a moça não tem pulso na sua vida e isso é-me desagradável de ler. Atenção, é verdade que sou apaixonada por anti-heroínas e nem todas as personagens principais podem ter o calculismo de uma Scarlett O’Hara, a determinação cega de uma Cathy Earnshaw ou o brilhantismo de uma Lisbeth Salander, mas não há um pormenor na Eilis que seja digno de elogio.
Penso que o autor conduziu mal a história. Não há um objectivo, só me ocorre a expressão “pointless”. A pesquisa histórica está feita, os detalhes são interessantes q.b., o retrato de Brooklyn e da Irlanda são pictóricos, não se mergulha nas entranhas de um país e doutro, nos prós e contras de se decidir onde se quer envelhecer, ao lado de quem, fazendo o quê. Faltou profundidade à Eilis, assim como a quase todas as outras personagens. Nenhuma se destaca por traços bem marcados excepto, talvez, o apaixonado e leal Tony. 
O livro é superficial, light, e por isso mesmo devorei-o com tanta rapidez. Queria muito ter gostado desta obra, mesmo porque amo a Irlanda e a história do povo irlandês, e aqui estava mesclada com um passado em comum ao povo italiano, e teria sido tão proveitoso explorar-lhes as nuances… E se a Eilis tivesse dois dedos de testa e tomasse decisões, tudo poderia ter sido tão melhor desenvolvido…
A escrita de Colm Tóibín é simplista, não há um trecho que valha a pena sublinhar ou uma passagem de marcada profundidade. A natureza humana é aqui, deste modo, desperdiçada.
Pena, porque quis muito gostar dele…
Deixo também uma nota quanto ao facto de me parecer que a tradução para português peca muito. Li várias passagens que não me soaram bem, perdi a conta às vezes que li “devia de ser”, e fico sempre na dúvida se é realmente assim que se diz… E “doce”, e “encantadora”, e “maravilhado/fascinado”, etc… Pode ser problema da versão original, ou simples falta de criatividade conjunta. É disso que acuso o livro: falta de cor, falta de criatividade para preencher uma tela tão promissora.
Não é dos que aconselho.

Classificação: 2**/****

Sinopse: Numa pequena vila irlandesa dos anos cinquenta, Eilis é uma das muitas pessoas da sua geração que não consegue arranjar trabalho. Quando surge uma oportunidade na América, é-lhe evidente que tem de partir. Jovem, sozinha e saudosa, Eilis começa uma nova vida em Brooklyn e a sua tristeza vai sendo gradualmente apaziguada. Quando notícias trágicas a obrigam a regressar à Irlanda, vê-se confrontada com uma escolha terrível: entre o amor e a felicidade na terra a que pertence e as promessas que tem de manter do outro lado do oceano. Uma história de partida e regresso, de amor e perda, da escolha entre a liberdade pessoal e o dever.